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Opção ao caviar de esturjão, bottarga ganha mercado

    Opção ao caviar de esturjão, bottarga ganha mercado 15.07.2011

    A ova in natura da tainha é disputada pelo mercado internacional como iguaria, mas, no Brasil, o produto ainda é pouco disseminada. Mesmo assim Bernardo Leandro Fuck e o pai, Cassiano, decidiram investir para apresentar o produto gourmet ao consumidor nacional. A Caviar Brasil, fundada há um ano e meio em Itajaí, no litoral catarinense, submete o produto a um processo de desidratação que resulta na bottarga, nome italiano para ova. 

    "A nossa intenção é disseminar a bottarga e atender o mercado brasileiro. É um produto mais acessível que o caviar de esturjão e tem o apelo de ser um produto local", explica Bernardo Fuck. Hoje, a empresa processa entre 80 quilos a 90 quilos da ova por mês, mas a intenção é chegar ao fim do ano com 300 quilos.

    O processo é acompanhado de perto pelo gerente de produção Sérgio Arins, que monitora o processo desde a recepção e desova das tainhas frescas. Arins aprendeu a técnica na Europa, onde a bottarga é muito disseminada como iguaria. O preço varia entre R$ 40, por 100 gramas, a R$ 150, por 250 gramas. A ova maior costuma ter um preço final mais elevado, explica Fuck.

    O caviar brasileiro, como a bottarga passou a ser reconhecida, tem conquistado chefes do país. De acordo com Fuck, redes de restaurantes e empórios que vendem produtos finos são os principais clientes da empresa. A bottarga também é vendida em pó para uso culinário.

    No mercado de exportação, a ova da tainha é muito apreciada pelos consumidores asiáticos. A Leardini, empresa do ramo pesqueiro com sede em Itajaí, é uma das principais exportadoras da iguaria no Brasil. A companhia atua neste mercado há cerca de 15 anos, mas atesta que houve uma retomada do interesse internacional pelo produto nos últimos anos. A Leardini detém uma área industrial de 9 mil metros quadrados e capacidade de produção de 24 mil toneladas por ano de pescados.

    Conforme dados fornecidos pela Leardini, o Brasil exportou cerca de 300 toneladas em 2010 e deve mandar para o exterior cerca de 350 toneladas do produto este ano. Taiwan é o maior consumidor mundial da ova de tainha e demanda 1,5 mil toneladas por ano. Na Europa, vários países como França, Espanha e Itália são compradores. A produção mundial é estimada em 2 mil toneladas por ano. O preço médio da ova congelada no mercado internacional gira em torno de US$ 20. As menores valem cerca de US$ 10; as maiores, US$ 30.

    04/07/2001

    fonte: Jornal Valor Econômico

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