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Equador - Criadores de camarão optam por melhoramentos genéticos

    Equador - Criadores de camarão optam por melhoramentos genéticos 22.02.2011
    Um grupo de produtores de camarão de diferentes regiões do Equador tem esperança de que a implementação de um programa genético vai ajudá-los a obter uma melhor qualidade no camarão de cultivo, com tamanho melhor e em menos tempo.

     

    O anúncio foi feito pelo gerente do Centro de Reprodução e Genética de Camaron Texcumar, Rafael Verduga, que informou que João Rocha, famoso geneticista Português, chegou ao país para aplicar novas técnicas genéticas.

    "Este será um passo importante para o Equador como um dos principais produtores latino-americanos, dada as condições especiais do país e somando este programa permitirá progredir e resultar em nos tornarmos mais competitivos no comércio internacional", disse Verdugo.

    A indústria do camarão equatoriano acredita que esse desenvolvimento é necessário para impedir a importação de moluscos com potencial de doenças, informa o jornal El Universo.
    Rocha disse que visitou várias fazendas de camarão para selecionar os melhores exemplares, para garantir boas características e melhor desempenho.

    Os principais objetivos são reduzir o número de dias de cultivo de camarão e ainda assim a colheita do mesmo tamanho para economizar recursos, ou chegar a um tamanho maior, com um preço melhor com o mesmo número de dias de cultura, como hoje.
    Devido a este programa genético, é esperado que a taxa de crescimento anual aumente em 5 por cento.

    Isso significa que para cada dólar investido no programa de genética, um camarão associado com 1.000 hectares de piscinas na produção teria, pelo menos, um lucro de aproximadamente US$ 5 a US$ 6, diz Verdugo.

    Depois de selecionar o melhor camarão, eles serão transportados para Texcumar, na península de Santa Elena.

    Dependendo do tamanho do mercado de colheita, o plantel permanecerá no laboratório de maturação de 30 a 120 dias, até que os crustáceos atingem o peso de reprodução, ou seja, 30 gramas.

    Eles também serão verificados para verificar se contraíram doenças como o vírus do anão (IHHNV), ou outras condições que podem afetar a produção.

    Os crustáceos serão alimentados até atingirem a maturidade e então serão comercializados.
    De acordo com dados provisórios fornecidos pela Alfândega do Equador, em janeiro de 2011, 7.686,8 toneladas de camarão foram exportadas somando US$ 47,2 milhões, alta de 19 por cento em volume e 21 por cento em valor, em relação a dezembro de 2010.

    fonte: Murias Analia
    editorial@fis.com
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